quinta-feira, 19 de setembro de 2013

COMO GERIR CONFLITOS COM CRIANÇAS: O QUE DEVE FAZER!


Como gerir conflitos com as crianças: o que não deve fazer?

A maioria dos nossos filhos faz-nos “perder a cabeça” demasiadas vezes! Ou porque fazem birras, quando são mais pequeninos; ou porque se portam mal quando são mais velhos (desobedecendo, gritando, partindo objectos ou dizendo palavrões).

 

 

 

Quando a sua criança decide “entrar em cena”, a sua reacção (tal como a da maioria dos pais) pode ser, consoante o dia em que ocorre e o seu estado de espírito:

 

 

 

  • Começar a berrar-lhe (isto é, fazer uma birra igual à dela!)

  • Ficar sem saber o que fazer, ou

  • Ficar com medo


 

 

 

Deixe lá, não é o único! Lidar da maneira correcta com as birras e os maus comportamentos dos nossos filhos e gerir os conflitos que temos com eles é um dos desafios mais difíceis da nossa condição de pais positivos…e deixa-nos exaustos, mesmo quando não perdemos a calma!

 

 

 

Não vale a pena tentarmos controlar ou corrigir o comportamento da criança no momento em que este ocorre. Podemos apenas preveni-lo e torná-la responsável pelo que faz. O que devemos fazer é treinar (muito!) para tentarmos controlar o nosso próprio comportamento.

 

 

 

Sempre que reagirmos de uma das formas negativas que descrevemos acima, estamos a dar poder (negativo) à criança: assim, ela consegue tirar-nos o nosso próprio controlo – o que nunca é bom para nós…nem na nossa relação com ela nem em nenhuma outra situação na nossa vida! Isto é, ela fica a saber que portar-se mal…funciona e que obtém o que pretende…seja atenção ou poder…ou qualquer outro objectivo! É um facto que pode nem ter consciência do que faz, mas a verdade é que começa a ser construído um padrão pouco saudável na sua cabeça: fica a saber quais os seus pontos fracos e vai poder usá-los sempre que precisar…!

 

 

 

Mas existem algumas formas possíveis e simples de os ensinarmos a lidarem de forma positiva com a sua fúria e frustrações. E de começarmos a melhorar a relação que temos com eles.


 

 

 

A raiva é sempre uma reacção secundária: serve para disfarçar, normalmente, o medo, a dor ou a frustração. Por isso, quando vir a sua criança a ter uma descarga emocional, pelo menos fica a saber que algo a incomodou. E esse conhecimento pode funcionar o seu favor, pois torna-se mais fácil seguir os seguintes conselhos:

 

 

 

1)      Não enfrente a criança, não a olhe nos olhos. Nem os adultos gostam muito, quanto mais as crianças que ainda têm dificuldade em controlar as suas reacções e emoções…E tentar falar com ela no meio da tempestade, também é má política. Temos a tendência para ir ter com ela, mas a não ser que a situação apresente alguma situação de risco para a criança, deixe-a sozinha enquanto dura a tempestade!

 

 

 

2)      Não reja emocionalmente. Reagir à situação só vai piorá-la! Afaste-se, respire fundo ou arranje previamente uma estratégia que funcione para si. Se necessário for, escreva-a: assim será mais fácil lembrar-se dela quando precisar. Parte do nosso trabalho de pais é ensiná-los (fazendo) a melhor forma de lidarmos com as emoções de uma forma adequada. Sim, nós sabemos…é mais fácil falar do que fazer! Mas seja paciente consigo: quanto mais treinar, mais fácil vai-se tornando.

 

 

 

3)      Não culpe antecipadamente a criança pela sua birra ou zanga. O seu filho pode estar cheio de razão! Tente perceber se a causa da birra não é mais responsabilidade sua do que dele. A falta de sono, os programas muito longos e algumas actividades de adultos (como, por exemplo, ver montras ou ir ao hipermercado) são temas sensíveis para os nossos filhos, principalmente quando são mais pequeninos!). Portanto, mesmo que o comportamento não seja desculpável, pode haver uma justificação para ele agir da forma que age.

 

 

 

4)      Nunca tente educar uma criança no meio de um conflito. Esqueça! Não vale a pena conversar com uma criança zangada (nem sequer com um adulto). Muito menos fazer com que ela tente ver o seu ponto de vista por mais certo que posa estar. Nem tão pouco aplicar-lhe um castigo (desaconselhável) ou consequência (mais respeitador para a criança). É mais adequado e eficaz se se afastarem ambos um do outro e tentarem conversar mais tarde.

 

 

 

5)      Nunca perca de vista os seus objectivos de vista como educador. Sempre que estiver a gerir um conflito com o seu filho, tente lembrar-se dos seus objectivos e dos valores e competências que lhe quer transmitir. Não se esqueça que uma das competências que poderemos ensinar aos nossos filhos mesmo antes da idade escolar é a “resolução de problemas”. Mas esta competência não surge miraculosamente, desenvolve-se com a prática. À medida que a vão desenvolvendo (com a nossa ajuda), os seus ataques de raiva tenderão a ocorrer menos vezes e com menos intensidade.

 

 

 

Já agora, tente usar estas sugestões quando estiver a gerir um conflito noutras áreas da sua vida – na sua relação conjugal, de amizade ou com os seus colegas de trabalho. Não espere a perfeição – nem a sua nem a dos outros! Mas nunca desista de aperfeiçoar-se…como pai …e como ser humano!

 

Se desejar partilhar o que usa lá em casa e que resulte, sobre como gerir conflitos com as crianças, deixe um comentário abaixo.

 

Eu agradeço e os outros pais …também!

 

Abraço,

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