sábado, 12 de outubro de 2013

DILEMA DO PRISIONEIRO- CONFIAR


 

 

QUANDO VALE A PENA CONFIAR EM ALGUÉM


 

Tal como diz o ditado: <<A confiança abre a porta à traição.>> Mas será verdade? Eis uma adivinha que pode dar a resposta – confiar.


 

Dois prisioneiros são suspeitos de terem cometido um crime. A pena máxima é de dez anos. Os suspeitos foram presos separadamente e a cada um foi feita a mesma oferta: se confessar que ambos cometerem o crime e o seu cúmplice mantiver o silêncio, verá a acusar contra si retirada – mas o seu cúmplice terá de cumprir os dez anos. Se tanto ele como o cúmplice permanecerem em silêncio, apenas existem provas circunstanciais, que , em toda o caso, são suficientes para os deter a ambos durante dois anos. Mas se tanto ele como o cúmplice confessarem o crime, ambos serão condenados a cinco anos de cadeia. Os suspeitos não podem falar um com o outro. Como devem reagir quando interrogados? Será que devem confiar um no outro?


 

Quando confiar.


 

Esse é o dilema do prisioneiro, um problema clássico na teoria dos jogos. Os dois suspeitos perdem se escolherem a solução mais óbvia, isto é, pensarem primeiro em si mesmos – obtêm uma pena de cinco anos cada. Têm melhor sorte se cada um confiar que o outro não dirá nada: então ambos recebem uma pena de dois anos. Mas repare que se apenas um dos suspeitos confessar, então a pena será de dez anos para o outro suspeito e o confessor sai em liberdade.


 

Em 1979, o cientista político Robert Axelrod organizou um torneio em que catorze colegas seus jogaram duzentas partidas do dilema do prisioneiro, uns contra os outros, para descobrirem a melhor estratégia. Ele concluiu que na primeira partida é melhor cooperar com o cúmplice (isto é, confiar nele). Na segunda partida deve fazer o que o seu cúmplice fez na ronda anterior. Ao imitar os passos dele, ele segue os seus.


 

Não podemos dar as mãos com os punhos fechados


Indira Gandhi

 

 

 

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confiar


 

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